O Ministério Público de SC (MPSC) ingressou nesta
quarta-feira (22) com uma ação no Tribunal de Justiça de SC (TJSC) para suspender
a decisão da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Gaspar que suspendeu a
obrigatoriedade de vacinação contra Covid-19 para uma professora de Gaspar, no
Vale do Itajaí. A peça, assinada pela promotora de Justiça Camila Vanzin Pavani
da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Gaspar, pede que o mandado de
segurança conquistado pela professora seja derrubado a fim de retornar a
obrigatoriedade da vacina.
"Havendo a liberação da imunização da população
pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária por meio das
vacinas atualmente disponíveis e aprovadas, não cabe ao Poder Judiciário
(leigo na área técnica competente) colocar em xeque diversos estudos e
análises realizadas a esse respeito, inclusive sob pena de prejuízo à
separação dos Poderes", escreveu a promotora.
No recurso, Pavani afirma, ainda, que a recusa à vacinação
não é somente uma escolha que coloca em risco a saúde individual da pessoa que
não deseja receber a vacina. Aqueles que possuem convívio com o indivíduo que
se nega a receber a imunização também são expostos.
"O que está em jogo, no caso, é a essencialidade do
cumprimento da medida para a efetivação de uma política pública de combate a
uma doença infectocontagiosa que põe em sério risco a vida das pessoas e, por
extensão, da coletividade. Trata-se, portanto, de uma estratégia coletiva
adotada em todo o Estado de Santa Catarina, buscando proteger a população e
avançar na luta contra a disseminação do vírus. Trata-se de prevenção",
ressalta.
A decisão de desobrigar a vacinação da professora ocorreu
na última sexta-feira (17). Em Gaspar, município onde a funcionária trabalha,
está vigente um decreto municipal que obriga a imunização dos trabalhadores da
rede de ensino da cidade e prevê sanções para quem não cumprir a medida. Com o
mandado de segurança expedido pela 1ª instância, a professora teve garantido o
funcionamento das suas atividades e a proteção às sanções.
No Tribunal de Justiça, a petição do MPSC vai ser analisada pela desembargadora Denise de Suza Luiz Francoski. A prefeitura de Gaspar também anunciou que recorreria da decisão, mas até o momento não apresentou recursos.
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